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Papôa: its legends and lost treasures

May 12, 2019

This small peninsula, accessible for a stretch of about thirty meters wide is located in Peniche, a Portuguese city also a peninsula. In fact, this peninsula (Papôa) is inserted in a peninsula (Peniche), which in turn is also inserted in another peninsula (Iberian).

 

Papôa is a true geological paradise. It is a cape that is in the cause of wrecks, legends, volcanoes and lost treasures. The cliffs are of volcanic origin, in a peculiar soil, similar to that one found in the famous Berlengas Island. In geological terms, it shows a succession of rocks strata of Jurassic age, registering about 20 million years of Portuguese geological history. According to studies made in the Lower Jurassic, the Iberian Peninsula was an island and the areas of the cities of Coimbra, Lisbon and Peniche were sea, where only marine environment existed.

 

But this place is also inhabited by legends. Much because of the shipwrecks that have been happening here throughout the ages. The most famous was that of a Spanish galleon returned from Peru, S. Pedro de Alcântara, who left here a treasure submerged in the sea, part of which was recovered. On the 2 of February of 1786, by the 23 hours, the shipwreck was carried out with 471 people on board. About 300 died, the rest were saved by the population. At the time, the people of the village then offered them food, clothing and home. Grateful for the hospitality, the survivors had an altar built in honor of Our Lady of Sorrows built in St. Peter's Church (Peniche).

 

It is also said that one of the ships here wrecked kept the image of Our Lady. By miracle, everything was destroyed except the image, which was later found by fishermen in a cavern excavated by the sea, on the north coast of Papôa. The image is today in the Church of Our Lady of Help, in Peniche.

Esta pequena península, acessível por um trecho com cerca de trinta metros de largura encontra-se localizada em Peniche, cidade portuguesa também ela uma península. Na verdade, esta península (Papôa) está inserida numa península (Peniche), que por sua vez está também inserida numa outra península (Ibérica).

 

A Papôa é um verdadeiro paraíso geológico. Trata-se de um cabo que está na causa de naufrágios, lendas, vulcões e tesouros perdidos. Os rochedos são de origem vulcânica, num solo peculiar, semelhante àquele que encontramos na famosa Ilha das Berlengas. Em termos geológicos, mostra uma sucessão de estratos de rochas de idade jurássica, registando cerca de 20 milhões de anos da história geológica portuguesa. De acordo com estudos feitos, no Jurássico Inferior, a Península Ibérica era uma ilha e as zonas das cidades de Coimbra, Lisboa e Peniche eram mar, onde só existia ambiente marinho. 

 

Este local é também habitado por lendas. Muito por conta dos naufrágios que aqui foram acontecendo ao longo dos tempos. O mais famoso foi o de um galeão espanhol regressado do Peru, S. Pedro e Alcântara, que aqui deixou um tesouro submergido no mar, parte do qual foi recuperado. A 2 de fevereiro de 1786, pelas 23 horas, deu-se o naufrágio com 471 pessoas a bordo. Cerca de 300 morreram, os restantes foram salvos pela população. 

 

Na época, as pessoas da então vila ofereceram-lhes comida, agasalhos e casa. Gratos pela hospitalidade, os sobreviventes mandaram construir na igreja de S. Pedro, um altar em honra da Nossa Senhora das Dores.

 

Conta-se também que um dos barcos aqui naufragados guardava consigo a imagem da Nossa Senhora. Por milagre, tudo se destruiu excepto a imagem, que foi encontrada mais tarde por pescadores numa gruta escavada pelo mar, na costa norte da Papôa. A imagem encontra-se hoje na Igreja de Nossa Senhora da Ajuda, em Peniche.

 

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