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Chapeauxik: The millinery art also exists in Portugal

July 2, 2019

A few days ago, I wrote about the Ascot horse races. The event is known for the use of lush hats: some elegant and beautiful, others ugly and strange. But the truth is that most high-society women who use them do so precisely to show up.

 

In Portugal, this practice of hats does not exist a lot, except for weddings, christenings and other ceremonies of this kind. Still, hats are becoming more fashionable again! More and more brides opt for elaborate headdresses, or guests who " take some risk" and use hats that remind us of what Kate Middleton or Meghan Markle wear at certain official events.

 

A few years ago I went to visit the world's oldest hat shop in London, and I must confess I was delighted. Lock&Co. was the choice of personalities like Winston Churchill, Charlie Chaplin and most recently David Beckham, among many others.

 

And the thing is I didn't know that in Portugal there were also fairy hands capable of creating the most beautiful pieces to adorn the heads and hair. Recently I talked with Raquel d'Orey, the creator and artisan of the Chapeauxik brand and my mind changed.

 

I entered inside her atelier and had the feeling of entering in a true enchanted world... Costumes, hats, tiaras, wallets, earrings and so many other wonderful pieces, perfect for any bride or guest of any special occasion.

 

Just for her sympathy, it is not surprising that she is one of the most requested person in Portugal for this type of creations. Dedication, wisdom, and perfection are undeniable qualities.

Há poucos dias atrás, falei nas corridas de cavalos de Ascot. O evento é conhecido pelo uso de chapéus exuberantes: uns elegantes e belos, outros feios e estranhos. Mas, a verdade é que a maioria das mulheres da alta sociedade que os usam, fazem-no precisamente para darem nas vistas.

 

Em Portugal, não existe esta prática dos chapéus, à excepção de casamentos, batizados e outras cerimónias do género. Ainda assim, os chapéus estão cada vez mais na moda outra vez! São cada vez mais as noivas que optam por toucados mais elaborados, ou convidadas que "arriscam" com chapéus que em muito nos fazem lembrar os que Kate Middleton ou Meghan Markle usam em certos eventos oficiais. 

 

Há uns anos fui visitar a loja mais antiga do mundo de chapéus, em Londres, e confesso que fiquei encantada. Por lá passaram personalidades como Winston Churchill, Charlie Chaplin e mais recentemente David Beckham, entre tantos outros. 

 

Mal sabia eu que em Portugal também há mãos de fada capazes de criar as mais belas peças para adornar as cabeças e cabelos. Recentemente, estive à conversa com Raquel d'Orey, a criadora e artesã da marca Chapeauxik. 

 

Entrei no seu atelier e deparei-me com um verdadeiro mundo encantado... Toucados, chapéus, tiaras, carteiras, brincos e tantas outras maravilhosas peças, perfeitas para qualquer noiva ou convidada de uma qualquer ocasião especial.

 

Só pela sua simpatia, não é de estranhar que seja das pessoas mais requisitadas em Portugal para este tipo de criações. A dedicação, a sabedoria e a perfeição são qualidades inegáveis. 

Raquel knows very well how to advise those who come to her full of doubts. And no one better than her to know how to put the finishing touches to the pieces, complementing them with the dresses.

 

In Raquel's atelier there are all kinds of materials: stones, flowers, metals, feathers, fabrics and more. It is amazing to see how she creates each petal, each miniature flower, each leaf... She even creates the small details with paraffin, just as the nuns did many centuries ago. Everything is done by hand, meticulously.

 

"This is such a slow job that only those who like it can do it," Raquel told me. It is not, therefore, easy to find who has the patience and ability to do this type of work.

 

But this interest of Raquel has begun long time ago... and the great influencer is clear: her grandmother. Raquel remembers with great longing the moments in which she passed in the attic of the house of the family discovering clothes and accessories of other times. And as she told me (and showed), her grandmother used to make the smallest flowers with simple crumbs of bread. She softened the bread, molded it, and at the end painted nail varnish. And the most extraordinary thing is that these same flowers still exist, and Rachel keeps them religiously.

Raquel sabe bem como aconselhar quem a ela chega cheia de dúvidas. E ninguém melhor do que ela para saber dar os toques finais às peças, complementando-as com os vestidos. 

 

No seu ateliê há todo o tipo de materiais: pedras, flores, metais, penas, tecidos e muito mais. É impressionante ver como é ela quem cria cada pétala, cada flor em miniatura, cada folha... Ela chega a criar os pequenos detalhes com parafina, tal como faziam as freiras há muitos séculos atrás. Tudo é feito à mão, minuciosamente.

 

"Este é um trabalho tão moroso, que só quem gosta muito é que consegue fazer", revelou-me Raquel. Não é, por isso, fácil encontrar quem tenha paciência e habilidade para este tipo de trabalhos.

 

Mas este interesse de Raquel já começou há muito tempo... e a grande influenciadora foi a avó. Raquel recorda com muita saudade os momentos em que passava no sótão da casa da família a descobrir roupas e acessórios de outros tempos. E segundo me contou (e mostrou), a avó tinha por hábito fazer pequenas flores com simples migalhas de pão. Ela amolecia o pão, moldava-o e no final pintava com verniz das unhas. E o mais extraordinário é que essas mesmas flores ainda existem, e Raquel guarda-as religiosamente. 

Raquel worked in a bank, a job she decided to abandon after having two children. At first, she started at Pureza Mello Breyner's studio until the day she gained courage and opened his own studio.

 

Nowadays, she has her own atelier in Lisbon, at Rua Eiffel, and it is there that she receives all her clients. They all arrive with inspirations and it is from there that Rachel begins her work. But in addition to the numerous orders, Raquel also creates her own collections.

 

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Raquel trabalhava num banco, profissão que decidiu abandonar depois de ter os dois filhos. Primeiramente, começou no ateliê de Pureza Mello Breyner, até ao dia em que ganhou coragem e abriu o seu próprio ateliê.

 

Hoje em dia, tem o ateliê em Lisboa, na Rua Eiffel, e é lá que recebe todas as suas clientes. Todas elas chegam com inspirações e é a partir daí que Raquel começa o seu trabalho. Mas além das inúmeras encomendas, Raquel também cria as suas próprias coleções. 

 

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